Leão se reúne com executiva estadual do PP para decidir destino; desembarcar na base de Neto é a principal aposta
Fernanda Chagas
Nesta segunda-feira (14), será o dia D para o PP baiano. Neste momento, a executiva estadual do PP se reúne, com o presidente da sigla, vice-governador, João Leão para decidir os rumos que tomarão em relação à eleição de 2022. Leão deixou público ter se sentido preterido pelo PT, em relação à chapa governista e a principal aposta dos presentes é o desembarque na base do pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil). Ainda está previsto um encontro entre o líder do PP e o governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT), mas que não conseguiriam demovê-lo da decisão, em especial se o martelo for batido entre os correligionários nesta segunda. Na chapa de Neto, ele já chegaria reinando e disputaria o Senado, enquanto Marcelo Nilo (até então PSB), a vaga de vice. Aliado a isso, teria como garantia, ao menos, uma secretaria com boa articulação estrutural e porteira fechada para abrigar seus aliados.
Leão considerou como desleal a desconstrução de “alinhamentos
construídos frutos de amplo diálogo” e, a continuidade de Rui no governo, o
senador Otto Alencar concorrendo à reeleição e o lançamento dos nomes da
prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, o secretário de Relações Institucionais,
Luiz Caetano e do secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, que levou a
melhor com o apoio de Rui, mesmo se, a devida popularidade e devida conversa
com a base, queixam-se os aliados.
Diante de todo esse cenário, existe integrante do partido que confirma que já está tudo combinado com Neto. "Falta apenas o aval de todos os deputados. Leão quer ouvir o posicionamento deles por ser democrático, mas acredita que não terá dificuldade.
No encontro, o comentário, segundo outra fonte, é que é praticamente unanimidade
a “mudança de rumos por não ter havido respeito com o partido que em
tamanho só perdia para o PT e PSD e não podia ficar de fora das discussões, mas só
soube das notícias pela imprensa”.
“O combinado, na verdade era Rui se candidatar ao Senado e sair no início de abril do cargo. Com isso, o líder do PP assumiria o governo do estado por nove meses. Mas, o vice-governador, viu seu sonho de governar a Bahia, ainda que fosse por meses, naufragar. Aliado a isso, o senador Otto disputar a vaga ao governo, mas tudo mudou do dia para noite", reforçou outro fonte.
"Trabalhamos muito pelo nosso estado e o legado do PP precisa ser
respeitado, da mesma forma como temos nutrido respeito por todos os nossos
aliados", reforçou Leão em nota anteriormente.
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