Leão entrega cargo de secretário a Rui e, após 14 anos de aliança, desembarca oficialmente na base de Neto
Foto: Divulgação
Fernanda Chagas
Após reunião com a executiva estadual do PP, na tarde desta segunda-feira (14), e, sem uma conversa formal com o governador Rui Costa (PT), o vice-governador João Leão e presidente estadual da sigla, que se sentiu preterido com todas as mudanças na chapa majoritária sem sequer uma conversa, entregou neste momento uma carta de demissão do cargo de secretário estadual de Planejamento e, finda uma aliança de 14 anos, para desembarcar oficialmente na base do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).
A decisão foi unânime, conforme antecipou o fernadachagasnarede. Com isso, todos os postos ocupados pela legenda serão entregues. Os detentores das pastas de Desenvolvimento Ecônomico (SDE), Nelson Leal, e o de Recursos Hídricos, Leonardo Góes, devem entregá-los ainda hoje ao governador.
Cerb, Bahia Pesca e Empresa Gráfica da Bahia (Egba) também entram no rol. Ainda, com o pedido de exoneração de Leal da SDE, ele retorna para a sua cadeira na Assembleia Legislativa (AL-BA).
“Quero ressaltar que nos 14 anos de aliança com os governos do PT, jamais faltou da nossa parte lealdade, dedicação, apoio parlamentar e espírito público. Após amplo debate e consulta às lideranças progressistas, decidimos por unanimidade nos afastarmos da aliança atual e buscarmos outros caminhos onde possamos continuar trabalhando pelo povo baiano”, fez questão de frisar João Leão e arrematar que nas três vitórias do governo petista (2010, 2014 e 1018) o PP contribuiu ativamente e a meta continuar contribuindo.
Rui, entretanto, avaliam, foi irredutível com o PP, o que levou Leão a considerar como
desleal a desconstrução de “alinhamentos construídos frutos de amplo diálogo”. No entanto, a maior decepção foi a continuidade de Rui no governo, do senador Otto Alencar continuar concorrendo à
reeleição e o lançamento dos nomes da prefeita de Lauro de Freitas, Moema
Gramacho, o secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano e do secretário
da Educação, Jerônimo Rodrigues, que levou a melhor com o apoio de Rui, mesmo
sem, a "menor" popularidade e devida conversa com a base.
O combinado era Rui se candidatar ao Senado e sair no início de abril do cargo. Com isso, o líder do PP assumiria o governo do estado por nove meses. Mas, o vice-governador, viu seu sonho de governar a Bahia, ainda que fosse por meses, naufragar. Aliado a isso, estava certo o senador Otto disputar a vaga ao governo, mas tudo mudou da noite para o dia e Leão só soube de toda rearrumação pela imprensa.
“Porém, após a entrevista do senador Jaques Wagner à Rádio Metropóle foi anunciada a composição da chapa e nela o vice-governador não teria nenhuma participação. Leão também não assumiria mais o governo e, além de consideram inaceitável a quebra de acordo, a indelicada comunicação pela imprensa causou uma imensa decepção e a constatação de que o PP não era mais desejado e não tinha espaço na aliança que nos trouxe até aqui”, reforçou a legenda em nota pública.
Enfim, para Leão e correligionários, não houve respeito ao legado do PP e por isso se deu o fim da aliança. Na chapa de Neto, ele chega para concorrer ao Senado, enquanto Marcelo Nilo (PSB), concorre a vaga de vice.
E, o pré-candidato da União Brasil, que tem trabalhado pesado e só se pronunciará dia 2 de abril, deve elevar o ritmo de atividades para fechar sua chapa majoritária da forma mais competitiva possível. Candidatos não lhe faltam.
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